16
Abr 14

O novo programa de Ricardo Araújo Pereira (Melhor do que Falecer) é para mim um claro exemplo da decadência a que chegou a televisão. Esse senhor para não ter muito trabalho faz um programa de apenas cinco minutos. Ele não tem muito tempo disponível e quer ganhar dinheiro. Até podemos compreender esse desejo de euros, mas devia criar algo melhor para preencher esses ridículos cinco minutos. Vi o programa ontem e desejei realmente falecer devido ao desprezo por esse humor pós-moderno degenerado. O programa não tem graça, não tem estrutura e não apresenta qualquer inovação. É mais do mesmo, é apenas uma forma de ganhar dinheiro com as massas ignorantes. Em lugar dessa decadência os cinco minutos seriam mais bem aproveitados com algo sobre cultura ou ciência. Mas é a isto que chegou a nossa televisão: lucro, lucro e mais lucro em vez de ser um meio para tornar o povo mais inteligente.

publicado por Dicas, Informações e Oportunidades às 14:13

Ele repete as mesmas piadas gastas há anos. Algo que já deveria enjoar as massas, mas estas são manipuladas pela publicidade.
Odisseia na Internet a 17 de Abril de 2014 às 19:49

Carlos,

Lembramos com saudades de Raul Solnado , humorista português muito querido no Brasil. Solnado fazia o humor de critica social, com graça e leveza.

Assisti ao episódio de "Melhor Falecer - Propostas do Secretário de Competitividade e Desenvolvimento". Compreendi o sentido de sua indignação.

O "Humor" de Ricardo Araujo Pereira, ao contrário de Solnado, é acido e corrosivo, mas ele faz o papel dos modernos menestréis, na difícil tarefa de fazer crítica ao poder com graça.

A arte, em todas as formas de expressão, imita a vida e espelha o tempo em que vivemos.

Para chamar a atenção, Pereira é apelativo. Entretant, há espaço para outra forma de atuação, num mundo em que o cinismo é o principal código de conduta?

Neste episódio, Ricardo "encarna" a ideologia neo-liberalista ao extremo. Ele faz o papel tão bem que chegamos a odiá-lo.

Para entender o humor de Ricardo Pereira, é preciso saber rir de nossa própria desgraça.

No desenrolar das falas, o carismático Miguel Guilherme e a encantadora Diana Nicolau dão vários sinais de indignação. Se fizessem o papel de pasmos, a tragicomédia ficaria mais engraçada.
Jonas Paulo Negreiros a 19 de Outubro de 2014 às 13:52

comentários recentes
Segundos dados do hublle, o tamanho do universo é ...
Essa foto é de Madame Curie, pois não?
Texto horrível, tanto com relação à forma quanto a...
Gostei! Sem o concurso do tempo, nenhum fenômeno n...
Boa Noite!Caríssimo Bosco, agradeço seu comentário...
pesquisar
 
Posts mais comentados