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Nov 13
Pilatos perguntou a Jesus Cristo: "O que é a Verdade?". Essa pergunta não deveria ser tomada como uma exigência de resposta, mas talvez como uma suspeita sobre a própria palavra «verdade». Nietzsche perguntou certa vez "será a verdade uma mulher?", pois todos os homens andam atrás dela como andam atrás das mulheres. Tal como Nietzsche, será que já perguntamos aos nossos botões o que vem a ser isso da verdade? Porque queremos a verdade e não a mentira? Qual a origem do conceito de verdade? Será obrigatório existir uma resposta para uma pergunta por demais humana? Se virmos bem, os animais não parecem muito preocupados em descobrir a verdade; eles estão mais preocupados em viverem. Será o nosso cérebro superior com vista a descobrir o funcionamento da natureza ou com vista a viver mais e melhor, isto é, viver mais intensamente? O cérebro humano desenvolveu-se para se entender a si mesmo? A verdade é algo que exista? E caso exista, será algo que deva ser atingido pelo cérebro humano? Não será a verdade um brinquedo humano, uma criação para ocuparmos o nosso tempo?
publicado por Dicas, Informações e Oportunidades às 23:30

...como ia dizendo,
... a Igreja não tem vindo a mostrar-se digna da continuidade da tarefa que lhe foi confiada. Sempre, ou quase sempre, por razões ligadas à "verdade", ao poder de quem a consegue afirmar, sobrepondo-se a outras verdades. Não teria sido assim se prevalecesse a simplicidade dos evangelhos - especialmente o de João que privilegia factos concretos e dá respostas simples - e se sobre misteriosas parábolas que a distância no tempo torna ainda mais misteriosas porque a sua simplicidade se refere a momentos espirituais de uma miscelânea de culturas que se apoderam do ser que Jesus é e interpretam incluindo-o nas suas espiritualidades.
Desvendar, aprofundar e discutir o que era(é), quem era (é), a que vinha Jesus é uma das buscas de verdade mais apaixonantes se não, para nós cristãos, a mais apaixonante! Só que Jesus tem uma importância absoluta e tudo isto tem uma importância relativa! O importante é que Jesus foi, que Jesus é! É essa a única verdade que importa! Não há, na frase citada acima no comentário do Jonas, nada de concreto, nada de consumado: o caminho é seguir caminhando com ele, a verdade é acreditar que ele foi e é possível, a vida é o abandono, o afastamento, a relutância a tudo quanto é morte, tudo quanto em nós pode ser morte ou causa de morte. E isto nada tem que ver com moral! Tem, isso sim, tudo a ver com a essência do existir, Ou existimos para a vida ou existimos para a morte!
Tive - e tenho ainda, graças a Deus - um grande e velho amigo, sacerdote com provas dadas na área da cultura, que sempre me lembro de ouvir dizer que "todas as guerras são religiosas". Não penso assim, não consigo pensar assim e nem sequer consigo seguir o raciocínio dele por mais que me esforce porque as guerras são contra-relacionais. Mas não é difícil constatar que Igreja tem vivido sempre em clima de guerra, quer as evangélicas - de que João Paulo II pediu perdão . quer as múltiplas guerras intestinas que na sua máxima expressão deram origem aos vários cismas, e que, agitando uma rotineira vastidão, dão origem a aquilo a que estamos a assistir: uma Igreja divida que não se contenta com a influência que tem nos seus crentes mas quer ser ela própria Política usando, obviamente, os jargões da Esquerda, que ignora que Jesus já os dera a conhecer muito antes da revolução francesa mas que desejou que eles saíssem como um bafo de dentro de cada um de nós e não que nos tomassem de assalto desde o exterior, destruindo tudo, como Delacroix tão bem expressou na caminhada da Liberdade. Isto porque a liberdade, se imposta não é liberdade. Ninguém pode ser livre à força! E, se há coisa que eu tenha aprendido nos últimos anos, é que há muito quem não queira a liberdade porque teme não saber o que fazer com ela. E a liberdade e o medo não são compatíveis.
A Igreja - cujos problemas parecem ser tantos que imagino que seja difícil para o próprio Papa enumerá-los - tem nos sacerdotes o seu maior problema. Não por serem poucos, o que a Igreja tenta resolver (quanto a mim, mal...) delegando nos leigos certas acções -o que, para além de desorientar alguns sacerdotes, embora eles tentem não o mostrar, porque são em maior número e têm tendência a "inovar" e desagregar, especialmente depois das várias leituras a que submeteram as conclusões do Concílio V. II, o que obriga a que, estrategicamente, cada igreja tenda a ser uma Igreja e não "a Igreja", e que cada sacerdote pretenda, consciente ou inconscientemente, ganhar adeptos, não tanto para Deus mas para a igreja deles. Daí um clima de tensão entre as diversas facções que, infelizmente, parece tender a agravar-se.
Acresce que os sacerdotes já não são humildes como dantes acontecia serem em grande maioria. Salvo raríssimas excepções - colocados nas principais igrejas e basílicas de Lisboa - os sacerdotes vinham de famílias muito humildes e, para além de uma eventual vocação que dificilmente se descobre aos dez anos de idade, viam no ingresso nos seminários a única maneira de serem alguém. Muitos foram grandes estudiosos que souberam aproveitar o excelente ensino ministrado nos seminários e foram figuras marcantes do clero. (conT.)
petitprince a 26 de Julho de 2014 às 00:14

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